quarta-feira, 14 de agosto de 2013

O "lado bom" da escravidão

"Querido Vermebile, 
É com pesar que recebo a notícia de que seu paciente converteu-se ao Cristianismo. (...) Enquanto isso, temos de tentar aproveitar a situação ao máximo. Não há motivo para desespero; centenas de adultos convertidos foram recuperados depois de uma breve temporada ao lado do Inimigo e agora estão conosco. Todos os hábitos do paciente, tanto mentais quanto corporais, ainda estão a nosso favor."
(Cartas de um diabo a seu aprendiz, 
C.S. Lewis)

No trecho acima, retirado do famoso livro Cartas de um diabo a seu aprendiz de C.S. Lewis, o diabo-mestre consola seu aprendiz após a conversão  ao Cristianismo do seu paciente, pessoa pela qual o diabinho é encarregado de desencaminhar e levar para o mal.
Segundo ele, a Conversão não é motivo de desespero e vergonha por parte do diabo-iniciante, já que muitas almas convertidas, após de um curto período na caminho de Deus acabam voltando para o mal. Mas porque? Por insegurança na sua decisão? Por falta de fé?
Não. Ali, o diabo mais experiente lembra de um dos maiores trunfos que eles possuem para levar de volta as pessoas para o pecado: os seus hábitos.

O Pe. Antônio Fortea, no seu livro também muito famoso Summa Daemoniaca, responde na Questão 17 à pergunta: Porque pecamos?
No Summa Daemoniaca, o Pe. Fortea, num esforço teológico, responde a muitas questões acerca da realidade angélica e demoníaca. É importante sabermos que se trata de um esforço teológico porque a esmagadora parte do conhecimento encontrado ali não constitui verdade de fé, mas tentativas humanas, esforços racionais, de se explicar a existência e atuação de anjos e demônios.
Na Questão 17, no entanto, o padre teólogo encontra certa dificuldade em explicar o motivo do nosso pecado. Segundo ele, o pecado é um enigma. Ocorre quando, diante de duas opções, em que sabemos que uma é boa e outra é má, nos sentimos atraídos a escolher a má. E é exatamente isso que torna o pecado interessante do ponto de vista intelectual: "Porque escolhemos o mal sabendo que ele é o mal? Isso é um verdadeiro mistério". (Summa Daemoniaca, J.A. Fortea)

A pesar de não conseguir chegar a uma resposta final, ele nos oferece duas respostas razoáveis para esse questionamento. Em primeiro lugar, ele argumenta que pecamos por fraqueza, o que é verdade, mas não justifica o pecado: "Então, por mais fracos que sejamos sempre podemos resistir". Em seguida, ele nos apresenta uma segunda possibilidade (e é nessa que eu me concentro aqui): "Poderíamos dizer que cometemos o mal pelo bem que conseguimos com ele". Essa explicação, no entanto, a pesar de ser adequada, apenas nos ajuda a entender e não explica cabalmente a razão porque pecamos. Através da nossa inteligência, poderíamos reconhecer que o bem que conseguimos praticando o mal é, na verdade, uma "maçã envenenada" pelo pecado e, por isso, por mais desejável que esse bem nos pareça, a nossa consciência nos diz que não deveríamos escolher essa opção. 

Aqui, entretanto, explicar o motivo pelo o qual pecamos não é o que nos interessa. O fato é que, mais vezes do que gostaríamos, fazemos coisas que nos afastam de Deus e a "maçã envenenada", o bem que obtemos com o pecado, exerce papel central nisso. Como?

Para entendermos os perigos dos benefícios do pecado, do "lado bom" da escravidão, podemos olhar o texto do livro de Números que descreve a ocasião em que os Hebreus, durante sua peregrinação em direção à terra prometida, reclamavam a Moisés pela escassez de alimentos:

"A população que estava no meio de Israel foi atacada por um desejo desordenado; e mesmo os israelitas recomeçaram a gemer: “Quem nos dará carne para comer?, diziam eles. Lembramo-nos dos peixes que comíamos de graça no Egito, os pepinos, os melões, os alhos bravos, as cebolas e os alhos. Agora nossa alma está seca. Não há mais nada, e só vemos maná diante de nossos olhos.” O maná assemelhava-se ao grão de coentro e parecia-se com o bdélio." (Números 11, 4-7)


Os Israelitas, olha só!, diante das dificuldades e sacrifícios físicos exigidos no seu caminho rumo à vida de liberdade e abundância prometida por Deus, se tornam seus piores inimigos ao serem tomados "por um desejo desordenado". Chegam ao absurdo de sentir saudade da escravidão no Egito, por causa dos benefícios que eles tinham sob o julgo do Faraó.

Ainda que a posição do povo hebreu naquele momento nos pareça sim absurda, é importante notarmos que essa é a nossa posição com mais frequência do que percebemos. 
A vida de pecado é uma realidade que nos escraviza. Quantas vezes já nos passou pela cabeça: "Eu vivo no erro a tanto tempo, não há mais saída para mim" ou "Faz tempo demais que peco para pensar em sair do pecado"?
Algumas vezes, no entanto, não é o pecado original nem a vida de pecado que nos prende. Pelo contrário, assim como o "desejo desordenado" que tomou os israelitas os impedia de caminhar livres rumo à vida que Deus preparara para eles, é o nosso próprio medo de caminhar em liberdade que nos debilita e, assim, nós nos tornamos nossos próprios inimigos. "Em certo sentido, começamos a parceria com nosso captor em sua tentativa de nos manter escravizados e longe de abundância e plenitude em Deus." (One in a million, Priscilla Shirer)

Aqui, identificamos, por fim, a força dos hábitos que nos mantém algemados ao pecado, e que o diabo ensina ao seu aprendiz a aproveitar, na narrativa de C.S. Lewis.
Sabores fortes e cheiros foram impressos nas memórias dos hebreus, fazendo com que eles ansiassem por aqueles prazeres novamente, e contribuíram para a sujeição de Israel ao Egito.
Em muitas circunstâncias, ao percorrermos o caminho de Deus, na nossa peregrinação pelos nossos desertos, a nossa dependência a certos sentimentos e sentidos que nos faz cair de volta nos erros nos quais nos encontrávamos antes. A todo momento, mesmo depois de abdicarmos do pecado, o Inimigo nos lembra do sabor, da cor e da deliciosa consistência daquela "maçã envenenada". 
A vida longe de Deus tem sempre benefícios e o Inimigo faz questão de garantir que eles sejam viciantes. Assim, somos sempre capazes de nos lembrar dos sabores e temperos que obtemos com o pecado, a pesar de nunca nos lembrarmos de todo sofrimento que passávamos ou fazíamos outros passarem. Os Israelitas, chorando pelos peixes, pepinos, melões, alhos e cebolas, estranhamente não se lembravam de todo sofrimento e trabalho pesado que os capatazes egípcios os faziam passar. 

Mas por que será que nos apegamos tanto ao "lado bom" da escravidão e não nos lembramos das dificuldades da escravidão? Por que somos tomados por "desejos desordenados" e desenvolvemos amnésia espiritual acerca do julgo sofrido?
A verdade é que nós somos como crianças que, vivendo em um mundo de fantasia criado por nós mesmos, nos negamos a ver o lado ruim das coisas. É muito difícil realmente olhar e ver nossa miséria. Junto com os "benefícios", o Inimigo nos faz ter vergonha das coisas que fizemos, para que não queiramos olhar para trás e vê-las de verdade. Apenas nos lembramos das coisas boas. 

Os "benefícios" não são necessariamente coisas ruins e é necessário atenção neste ponto: Não há nada necessariamente errado com o prazer, com os sentidos e sentimentos. O que é errado é sentir saudade do pecado que nos conferia tais benefícios, de forma que, presos ao "lado bom" do pecado, nos tornamos presos novamente ao velho estilo de vida.

Para os Israelitas, era necessário que eles abdicassem da "segurança" e "conforto" de ter seu alimento garantido todos os dias pelos egípcios e confiar na Providência Divina para que eles pudessem continuar no seu caminho rumo à terra onde jorra leite e mel.
Para nós, o que é necessário?
Isso cada um pode responder por si. Mas é um fato que, para experimentar uma vida de plenitude em Deus, precisamos abdicar do "lado bom" dos nossos pecados e, com certeza, isso requer uma decisão difícil de ser tomada e mais ainda de ser vivida.

O que Deus quer que eu deixe para trás hoje? Quais os benefícios que eu tenho que abdicar para viver mais perto d'Ele?

Se nos fizermos essa pergunta a cada novo dia, temos uma chance maior de não desistirmos no meio do caminho, com saudades do nosso Egito.

domingo, 11 de agosto de 2013

Cuidado com suas virtudes...

Eu ando com uma idéia que está tendo uma dificuldade imensa de sair da minha cabeça e vir parar aqui na tela do meu computador.

A uns dias atrás aprendi a importância da prudência e como essa virtude é imprecindível para a prática de todas as demais virtudes.

Mas para começar, vamos ver o que nos diz o Catecismo da Igreja:

"A prudência é a virtude que dispõe a razão prática para discernir, em qualquer circunstância, o nosso verdadeiro bem e para escolher os justos meios de o atingir.
'O homem prudente vigia os seus passos' (Pr 14, 15). 

'Sede ponderados e comedidos, para poderdes orar' (1 Pe 4, 7). 
A prudência é a 'reta norma da ação', escreve São Tomás seguindo Aristóteles. Não se confunde, nem com a timidez ou o medo, nem com a duplicidade ou dissimulação. É chamada 'auriga virtutum – condutor das virtudes', porque guia as outras virtudes, indicando-lhes a regra e a medida. É a prudência que guia imediatamente o juízo da consciência. O homem prudente decide e ordena a sua conduta segundo este juízo. Graças a esta virtude, aplicamos sem erro os princípios morais aos casos particulares e ultrapassamos as dúvidas sobre o bem a fazer e o mal a evitar." (CIC 1806)


Em primeiro lugar, é importante notarmos que, diferentemente do que a maioria das pessoas acredita, prudência não é a qualidade do cauteloso ou medroso. O prudente é aquele que coloca paixões, medos e sentimentos exagerados de lado para ser capaz de tomar decisões a partir de todas as outras virtudes (a saber: além das teologais - fé, caridade e esperança, as cardeais -  justiça, a fortaleza e a temperança). 

As virtudes conferem facilidade, domínio e alegria para se levar uma vida moralmente boa, com fins à nossa vocação maior que é o céu.
Então é isso! A prática das virtudes é o nosso caminho para a salvação. Mas se o homem virtuoso é aquele que livremente pratica o bem, então todo aquele que pratica o bem tem sua salvação garantida?
Bom, tenho aprendido que não é bem assim. Não basta fazer o bem, mas é necessário fazer o bem pelos motivos certos, isento de paixões, medos e sentimentos exagerados. Isso mesmo! Através da prudência. 
Assim, ações que parecem nascidas de virtudes puras podem ser, na verdade, ser fruto de vaidades, paixões, medos, carências e muitos outros sentimentos não muito louváveis. 

E assim também, podemos dizer que a falta de prudência é causa de vício nas nossas ações, muitas vezes invalidando-as.

Por isso, cabe a cada ato nosso uma análise honesta da nossa força motriz. Porque fazemos o que fazemos? Porque somos quem somos?

Concluo com a principal dúvida que me aflinge nesse dia:
Quando somos caridosos é porque amamos o outro ou porque queremos ser amados?
Devemos ser prudentes até mesmo no amar.

Caridade

Coisa linda é conhecer uma pessoa caridosa.
Não sei se pela raridade que é, hoje, encontrar uma pessoa que ama verdadeiramente seu próximo (e que demonstra isso através de ações), quando a encontramos, nosso coração quase que pára um instante curioso e admirado.

Mas o que é a caridade?

São Tomás de Aquino, na sua Suma Teológica nos ensina que:
"A caridade acrescenta ao amor uma certa perfeição de amor, na medida em que aquilo que se ama é considerado como de preço elevado, como a própria palavra o indica". (Suma Teológica I-II, q. 26, a. 3).

É uma das chamadas Virtudes Teologais.

As virtudes teologais (fé, esperança e caridade) são dons infusos por Deus no momento do Batismo. Deus infunde nas nossas almas, sem nenhum mérito nosso, essas virtudes, que são disposições habituais e firmes para fazer o bem.

"A caridade não significa somente amor a Deus, mas também certa amizade com ele. Essa amizade acrescenta ao amor a reciprocidade no amor, uma comunhão mútua [...] E que isto pertença à caridade consta claramente em 1Jo 4,16: ‘Quem permanece na caridade, permanece em Deus e Deus permanece nele’" (Suma Teológica I-II, q. 65, a. 5).

Mas é importante notarmos que, com relação à a caridade, deve-se ter em conta que o amor a Deus e o amor ao próximo são uma mesma e única coisa, de modo que um depende do outro.
Assim, tanto mais vamos amar ao próximo quanto mais amarmos a Deus e tanto mais amaremos a Deus quanto mais de verdade amarmos ao próximo.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Goebbles e Rousseff

Muita gente adora repetir uma máxima que diz que uma mentira repetida mil vezes se torna verdade. Essas pessoas o fazem sem saber de onde vem essa didátida tão falaciosa. 
Foi Joseph Goebbles, ministro da propaganda de Hitler, quem primeiro disse que repetindo-se uma mentira muitas vezes, ela acaba se tornando verdade.
Joseph Goebbles foi uma das figuras mais importantes do Nazismo alemão. Possuia uma retórica impressionante e sua capacidade de convencimento fez com ele conquistasse um lugarzinho cativo no coração de Adolf Hitler. 
Goebbles foi o responsável por conseguir uma adesão quase que unânime da população alemã à guerra, à mobilização e às ideias de pangermanismo, racismo, eugenia e antissemitismo.
Então parece que uma mentira repetida mil vezes de fato acaba se tornando verdade.

Mas essa é uma das muitas mentiras divulgadas pelo movimento nazista. Uma das usadas a exaustão até mesmo nos dias de hoje, quase 70 anos depois do fim da II Guerra Mundial. Apesar de Goebbles ter se suicidado naquele primeiro de Maio de 1945, sua propaganda continua viva até hoje, atravessou meio mundo e chegou ao Palácio do Planalto.

Repetir uma mentira mil vezes: é isso que a nossa Presidenta tem feito para justificar sancionar o Projeto de Lei 13/2013 (que agora é Lei, né?). Segundo Dilma, a Lei NÃO legaliza o aborto e que, de fato, ela vem para ajudar a PREVENIR os abortos legais. Repetindo esse mantra, inclusive através dos meios de comunicação e da mídia liberal brasileira, ela pode estar conseguindo a adesão de muitos brasileiros. 

Mas vamos ver porque nós sabemos que o que Dilma fala não é verdade. (Assim como não era verdade que Judeus eram ratos espertos que queriam dominar o mundo. Mas Goebbles convenceu uma nação inteira e Dilma está fazendo o mesmo.)

O projeto de lei n°13/2013 foi, na verdade, uma alteração do texto de um projeto bem mais antigo, o PL 60/1999 que, de acordo com o texto final aprovado na Câmara dos Deputados, "Dispõe sobre o atendimento obrigatório e integral de pessoas em situação de violência sexual." O PL 60/1999 estava parado na Câmara a 11 anos, desde 2002.

Em fevereiro desse ano, o Ministro da Saúde de Dilma, Alexandre Padilha, solicitou ao Presidente da Câmara que esse projeto fosse votado a tempo das comemorações do Dia Universal da Mulher, como uma forma de comemoração.
Assim, a votação desse projeto de lei foi feita sob regime de tramitação de urgência e, numa rapidez espantosa, foi quatro vezes aprovado por unanimidade (uma vez no plenário da Câmara, depois em duas comissões do Senado e finalmente no plenário do Senado) em pouco mais de dois meses.  
O texto do projeto aprovado por unanimidade no Plenário do Senado, encaminhado à Presidência da República e que foi sancionado pela Dilma ontem pode ser encontrado no endereço:
Mas o que diz o projeto aprovado e sancionado?

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O título do projeto afirma que trata do atendimento às pessoas que sofreram violência sexual. O texto do projeto evita propositalmente mencionar a palavra aborto, embora seja disto que o projeto trate. A palavra aborto foi cuidadosamente omitida e o projeto foi tramitado em um regime de urgência conscientemente planejado para que os parlamentares, inclusive os que são totalmente contrários ao aborto, não pudessem perceber o verdadeiro alcance da proposta senão depois de definitivamente aprovado.

O artigo primeiro afirma que os hospitais, - todos os hospitais, sem que aí seja feita nenhuma distinção -, "DEVEM OFERECER ATENDIMENTO EMERGENCIAL E INTEGRAL DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL, E O ENCAMINHAMENTO, SE FOR O CASO, AOS SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL".

Atendimento emergencial significa o atendimento que deve ser realizado imediatamente após o pedido, não podendo ser agendado para uma data posterior. O atendimento integral significa que nenhum aspecto pode ser omitido, o que por conseguinte subentende que se a vítima de violência sexual estiver grávida, deverá ser encaminhada aos serviços de aborto. Os serviços de assistência social aos quais a vítima deve ser encaminhada, que não eram mencionados no projeto original, são justamente os serviços que encaminharão as vítimas aos serviços de aborto ditos legais.



Portanto, uma vez o projeto sancionado em lei, todos os hospitais do Brasil, independentemente de se tratarem de hospitais religiosos ou contrários ao aborto, serão obrigados a encaminhar as vítimas de violência à prática do aborto. O projeto não contempla a possibilidade da objeção de consciência.


Na sua versão original, o artigo terceiro do projeto afirmava que o atendimento deveria ser imediato e obrigatório a todos os hospitais integrantes da rede do SUS que tivessem Pronto Socorro e Serviço de Ginecologia, mas a emenda do dia 5 de março de 2013 riscou a cláusula do "PRONTO SOCORRO E SERVIÇO DE GINECOLOGIA", deixando claro que qualquer hospital, por menor que seja, não poderá deixar de encaminhar as vítimas de violência, se estiverem grávidas, aos serviços de aborto. O artigo primeiro sequer restringe os hospitais aos integrantes da rede do SUS.

O artigo segundo define que, para efeitos desta lei, "VIOLÊNCIA SEXUAL É QUALQUER FORMA DE ATIVIDADE SEXUAL NÃO CONSENTIDA".

A expressão "TRATAMENTO DO IMPACTO DA AGRESSÃO SOFRIDA", constante do artigo primeiro do texto original, foi suprimida e substituída por "AGRAVOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL", para deixar claro que a violência sexual não necessita ser configurada por uma agressão comprovável em um exame de corpo de delito. Uma vez que o projeto não especifica nenhum procedimento para provar que uma atividade sexual não tenha sido consentida, e o consentimento é uma disposição interna da vítima, bastará a afirmação da vítima de que ela não consentiu na relação sexual para que ela seja considerada, para efeitos legais, vítima de violência e, se ela estiver grávida, possa exigir um aborto ou o encaminhamento para o aborto por parte de qualquer hospital.

As normas técnicas do Ministério da Saúde publicadas durante o governo Lula afirmam que as vítimas de estupro não necessitam apresentar provas ou boletins de ocorrência para pedirem um aborto dos hospitais credenciados. Basta apenas a palavra da mulher, e os médicos terão obrigação de aceitá-la, a menos que possam provar o contrário, o que usualmente não acontece. Mas pelo menos a mulher deveria afirmar que havia sido estuprada. Agora não será mais necessário afirmar um estupro para obter um aborto. Bastará afirmar que o ato sexual não havia sido consentido, o que nunca será possível provar que tenha sido inverídico.

A técnica de ampliar o significado das exceções para os casos de aborto até torná-las tão amplas que na prática possam abranger todos os casos é recomendada pelos principais manuais das fundações internacionais que orientam as ONGs por elas financiadas. Com isto elas pretendem chegar, gradualmente, através de sucessivas regulamentações legais, até a completa legalização do aborto. É este o propósito do PLC 03/2013. Um dos mais famosos manuais sentido é o manual"INCREMENTANDO O ACESSO AO ABORTO SEGURO - ESTRATÉGIAS DE AÇÃO", publicado internacionalmente pela International Women Health Coalition (IWHC). Foi a equipe do IWHC, que redigiu este manual, a mesma que inventou, no final dos anos 80, o conceito de "DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS", que em seguida, em 1990, passou a ser utilizado pela Fundação Ford, através da qual passou para a ONU em 1994, durante a Conferência de População do Cairo. A fundadora do IWHC foi condecorada, em 2012, pela ONU, com o Population Award, justamente por ter desenvolvido, pela primeira vez, em 1987, o conceito de "SAÚDE REPRODUTIVA".

[American Reproductive Health Pioneer Win 2012 United Nations Population Award:http://unfpa.org/public/home/news/pid/10237]

Nas páginas 8 e 9 do manual "Incrementando o Acesso ao Aborto Seguro - Estratégias de Ação", que menciona várias vezes o exemplo do Brasil, a IWHC comenta:

"Assegurar ao máximo a prestação de serviços previstos pelas leis existentes que permitem o aborto em certas circunstâncias possibilita abrir o caminho para um acesso cada vez mais amplo. Deste modo os provedores de aborto poderão fazer uso de uma definição mais ampla do que constitui um perigo para a vida da mulher e também poderão considerar o estupro conjugal como uma razão justificável para interromper uma gravidez dentro da exceção referente ao estupro. Desde o início dos anos 90 profissionais e ativistas de várias cidades do Brasil estão trabalhando com o sistema de saúde para ampliar o conhecimento das leis e mudar o currículo das faculdades de medicina".


É exatamente isto o que está sendo feito aqui pelo PLC 03/2013 que acaba de ser aprovado pelo Senado. É a virtual legalização do aborto, que bastará ser sucessivamente regulamentada por leis posteriores para poder transformar-se na completa legalização do aborto, com a aprovação unânime de todos os parlamentares, inclusive os que mais ferrenhamente defendem a vida.

Para não deixar dúvidas sobre o que está sendo legislado, o PLC 03/2013 acrescenta, no artigo 3, que o "ATENDIMENTO IMEDIATO E OBRIGATÓRIO EM TODOS OS HOSPITAIS" compreende os serviços listados em sete incisos, o último dos quais foi acrescentado na versão de 5 de março de 2013 e não constava no texo original:

"O FORNECIMENTO DE INFORMAÇÕES ÀS VÍTIMAS SOBRE OS DIREITOS LEGAIS E SOBRE TODOS OS SERVIÇOS SANITÁRIOS DISPONÍVEIS".

É evidente aqui que o projeto está se referindo ao aborto. Apesar de que apenas afirme que trata-se de um fornecimento de informações, não se deve esquecer que o artigo primeiro estabelece ser obrigatório, quando for o caso, o encaminhamento aos serviços de assistência social. Isto significa que todos os hospitais, inclusive os religiosos, estão obrigados a encaminhar qualquer mulher grávida, que alegue ter tido uma relação sexual não consentida, a um serviço de aborto supostamente legal. Mais adiante será muito mais fácil aprovar novas leis, que regulamentem a que hoje está sendo aprovada, para que exijam mais explicitamente o cumprimento do dever hoje, ainda que em linhas gerais, claramente estabelecido.
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O inciso quarto do artigo terceiro do projeto listava, ainda, como obrigação de todos os hospitais, em casos de relação sexual não consentida, "A PROFILAXIA DA GRAVIDEZ". Simultaneamente à sanção, Dilma encaminhou projeto ao Congresso propondo substituir a expressão por "medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de aborto", vulgo Pílula do Dia Seguinte.

(Pouca coisa mudou. Vamos entender porque: a Pílula do Dia Seguinte, por meio de uma carga muito alta de hormônios, retarda a ovulação, impede a fecundação e, caso o encontro com o espermatozóide já tenha ocorrido, não deixa o óvulo se fixar no útero - aborto. Ela é chamada horrorosamente por muitos como "kit-salvação")

Mesmo após muita discussão sobre o assunto e muitos pedidos para que a Presidenta vetasse o PL, ainda assim ele foi sancionado. Não podemos dizer que Dilma foi enganada em sancionar algo sobre o qual ela não sabia. Na verdade, o que ela faz agora é convencer a nação inteira que não se trata de aborto e, inclusive, numa manobra política, concentra sua atenção no uso da pílula do dia seguinte.

Lidado por muitos como um direito da mulher, o aborto está na pauta das discussões políticas desde o advento dos movimentos feministas. Porque, então, existe essa insistência em desviar nossos olhares da Lei como ela é, de convercer-nos de uma mentira pela sua tão intensa repetição?

Acontece que o Brasil, diferentemente do que a mídia quer que você acredite, ainda é um país conservador. De fato, "não é necessário grande esforço para notar o avanço das ideias conservadoras nas últimas décadas em todo o mundo." A maioria da população brasileira ainda é católica ou evangélica, não concorda com casamento entre pessoas do mesmo sexo, respeita a diferença entre os gêneros e, mais importante, abomina a ideia do aborto.

Num cenário como esse, é de se compreender porque a manipulação da propaganda se faz tão importante hoje como na Alemanha nas décadas de 1930-1940. É impossível conseguir a gradativa adesão da população às agendas esquerdistas e liberais afrontando claramente seus valores. 

O problema da violência sexual, não só contra mulheres, mas também contra homens, crianças e deficientes mentais, não é um problema de saúde e, sim, de segurança pública. 

Definitivamente, não é comprometendo a vida de um ser humano recém-concebido que o horror do estupro é remediado!
Os casos de violência sexual só vão acabar quando houver educação, segurança e punição exemplar aos criminosos.


"Nem tudo o que é permitido pela lei civil é licito eticamente"
(Beato Papa João Paulo II)


quarta-feira, 24 de julho de 2013

Para os corações vacilantes

Jesus Cristo está em todos os livros da Bíblia:
No Gênesis, Jesus é a Semente da Mulher.
No Êxodo, Ele é o Cordeiro Pascal.
No Levítico, Ele é o Sacerdote, o Altar, o Cordeiro do Sacrifício.
Em Números, Ele é o Pilar de Nuvem durante o dia e o Pilar de Fogo durante a noite.
Em Deuteronômio, Jesus é o Profeta, como Moisés.
Em Josué, Jesus é o Capitão da Nossa Salvação.
Em Juízes, Ele é nosso Juiz e Legislador.
Em Rute, Ele é nosso parente Redentor.
No primeiro e segundo Samuel, ele é o Profeta a nós confiado.
Em Reis e Crônicas, Ele é nosso Rei Reinante.
Em Esdras, Ele é o reconstrutor das muralhas destruídas da vida humana.
Em Neemias, Jesus é nosso Restaurador.
Em Tobias, Ele é o Mensageiro da Nova Vida.
Em Judite, Ele é a Fraqueza Transformada em Vitória.
Em Ester, Ele é nosso Advogado.
Em primeiro e segundo Macabeus, Ele é o Líder que morre pela lei de Deus.
Em Jó, Ele é nosso Redentor Imortal.
Nos Salmos, Ele é nosso Pastor.
Em Provérbios, Ele é nossa Sabedoria.
No Eclesiastes, Ele é nossa Esperança e Ressurreição.
No Cântico dos Cânticos, Ele é o nosso Amado Noivo.
Em Sabedoria, Ele é a emanação do pensamento de Deus.
No Eclesiástico, Jesus é nossa Segurança.
Em Isaías, Jesus é o Servo Sofredor.
Em Jeremias, Ele é a Descendência Justa.
Em Lamentações, Ele é nosso Profeta que Chora.
Em Baruc, Ele é a Misericórdia do Eterno.
Em Ezequiel, Ele é Aquele que tem o Direito de Governar.
Em Daniel, Jesus é o Quarto Homem na Fornalha Ardente.
Em Oseias, Jesus é o Marido Fiel para sempre casado com o(a) pecador(a).
Em Joel, Ele é Aquele que Batiza com o Espírito Santo de Fogo.
Em Amós, Ele é o Restaurador da Justiça.
Em Abdias, Ele é Poderoso para Salvar.
Em Jonas, Ele é nosso grande missionário estrangeiro.
Em Miqueias, Ele é Aquele cujos pés trazem a Boa Nova.
Em Naum, Jesus é nossa fortaleza nas desgraças.
Em Habacuc, Ele é Deus, meu Salvador.
Em Sofonias, Ele é o Rei de Israel.
Em Ageu, Ele é o anel do sinete.
Em Zacarias, Ele é nosso Humilde Rei montado num potro.
Em Malaquias, Jesus é o Filho da Retidão.
Em Mateus, Jesus é o Deus Conosco.
Em Marcos, Ele é o Filho de Deus.

Em Lucas, Ele é o Filho de Maria, sentindo o que você sente.
Em João, Ele é o Pão da Vida.
Em Atos, Jesus é o Salvador do Mundo.
Em Romanos, Jesus é a Retidão de Deus.
Em 1 Coríntios, Ele é a Ressurreição.
Em 2 Coríntios, Ele é o Deus de todo consolo.
Em Gálatas, Ele é sua liberdade. Ele lhe liberta.
Em Efésios, Jesus é a Cabeça da Igreja.
Em Filipenses, Jesus é sua Alegria.
Em Colossenses, Ele é sua Perfeição.
Em Tassalonicenses 1 e 2, Ele é sua Esperança.
Em 1 Timóteo, Ele é sua Fé.
Em 2 Timóteo, Jesus é sua Estabilidade.
Em Tito, Jesus é a Verdade.
Em Filêmon, Ele é seu Benfeitor.
Ele Hebreus, Ele é sua Perfeição.
Em João, Ele é o Poder por trás da sua Fé.
Em 1 Pedro, Ele é seu Exemplo.
Em 2 Pedro, Jesus é sua Pureza.
Em 1 João, Ele é sua Vida.
Em 2 João, Ele é seu Exemplo.
Em 3 João, Ele é sua Motivação.
Em Judas, Ele é o Fundamento da sua Fé.
No Apocalipse, Jesus é seu Rei Vindouro.


Ele é o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.
Ele é o Guarda da Criação e o Criador de Tudo.
Ele é o Arquiteto do Universo e o Administrador de Todas as Épocas.
Ele Sempre Foi, Sempre É e Sempre Será Impassível, Inalterado, Invicto e jamais será arruinado.
Ele foi ferido e nos trouxe a cura.
Ele foi trespassado e aliviou a dor.
Ele foi perseguido e nos trouxe a liberdade.
Ele morreu e nos trouxe a vida.
Ele ressuscitou e nos traz poder. 
Ele reina e nos traz paz.
O mundo não pode compreendê-Lo.
Os exércitos não podem vencê-Lo.
As escola não podem explicá-Lo e os líderes não podem ignorá-Lo.
Herodes não pôde matá-Lo.
Os Fariseus não podiam confundi-Lo.
As pessoas não podiam detê-Lo.

Nero não pôde esmagá-Lo.
Hitler não pôde silenciá-Lo.
A Nova Era não pode substituí-Lo
e Oprah não pode usar da razão para fazê-Lo desaparecer.

Ele é Vida, Amor, Longevidade e Senhor.
Ele é Bondade, Benevolência, Suavidade e Deus.
Ele é Santo, Justo, Imenso, Poderoso e Puro.
Seus Caminhos são corretos; Suas Palavras, eternas; Suas Leis, imutáveis e Sua Mente está em mim.


Ele é meu Redentor, Ele é meu Salvador, Ele é meu Deus, Ele é meu Sacerdote.
Ele é minha Alegria, Ele é meu Conforto, Ele é meu Senhor, e Ele Governa a minha vida.



sexta-feira, 19 de julho de 2013

Discrição: Ato de discernir; capacidade para discernir; discernimento.

Com poucos meses de casada, aos poucos estou aprendendo a valorizar imensamente a rotina. A cada dia acho mais gostoso fazer o que sempre fazemos - juntos. 

Assim, acordamos cedo hoje, como todos os dias.

Logo depois do Bom Dia Brasil, enquanto nos arrumávamos para sair, "escutei" o inicinho do programa da Ana Maria Braga. Começaram o programa com uma música em homenagem à visita do Papa Francisco ao Rio de Janeiro. Com muito entusiasmo, a apresentadora fez até uma coreografia à Sua Santidade. Mas a animação da Ana Maria com a JMJ não começou hoje. No como programa de ontem, recebeu o Pe. Reginaldo Manzotti como convidado para o seu "café da manhã". 

Isso tudo poderia ser muito bacana. Afinal, divulgar um evento católico, homenagear nosso Papa, dar espaço a um Sacerdote, é algo que, no meu ver, falta muito na televisão.

Acontece que a Ana Maria Braga não é católica. A Rede Globo não é uma rede de televisão católica. E é aí que o problema está e a confusão começa.

Pra se ter ideia, numa pesquisa rápida no Google, é possível encontrar diversos episódios em que a apresentadora do Mais Você divulga e prega o Espiritismo. Esse já foi o tema de diversos programas e entrevistas.
Na Globo, quantas já não foram as novelas com temática Espírita?
"A Rede Globo investe pesado na difusão do espiritismo em sua programação. Na teledramaturgia da emissora as figuras do mundo católico como padres, freiras e devotos são apresentados de forma esteriotipada e ridicularizada, bem diferente da retratação dos personagens espíritas." (afeexplicada.wordpress.com)

Não me entendam mal. Eu não estou julgando ninguém aqui. Eu respeito a opção de quem quer que for de ser Espírita (como respeito a opção de serem protestantes, budistas, ateus, etc).
Mas compreendam: o espiritismo é uma religião que é completamente incompatível não só com a religião católica, mas com qualquer religião cristã.

A minha preocupação não é com a vida espiritual da Ana Maria Braga, mas com a das milhões de pessoas que assistem o seu programa e os diversos programas da Globo. 
Vamos ser honestos: infelizmente, são poucas as pessoas capazes de assistir televisão (principalmente a aberta) com discrição. 
Não consigo deixar de pensar nos muitos homens e mulheres que, mesmo sinceros na sua fé e no seu coração, ao verem na Globo uma apresentadora que, em momentos como hoje, parece tão católica e entusiasta da Igreja de Cristo, professa tão constantemente a doutrina espírita.
Esses homens e mulheres, muitas vezes sem o amparo de um bom confessor ou sem acesso a uma direção espiritual, acabam por tentar conciliar nas suas vivências espirituais tudo aquilo que eles aprendem na TV. 
Queria poder dizer que estou subestimando o povo brasileiro na sua capacidade de exercer o discernimento e julgar criticamente aquilo que a mídia lhes passa. Mas sei que não estou. 

É muito importante, portanto, vermos as coisas como elas são: a Ana Maria Braga não é Católica, apesar de querer assim o parecer nesses últimos dias. E, mesmo sabendo que ninguém liga a televisão pela manhã buscando aconselhamento sobre sua religião, devemos estar constantemente nos policiando sobre o quanto do que ouvimos sedimenta na nossa mente. 

"Veja que nós estamos numa sociedade que gosta muito de ser crítica. Nós achamos que é uma coisa muito boa ser crítico. (...) nós vamos ter que enfrentar o problema interno da Igreja Católica. Ou seja, que a maior dificuldade que nós temos não são os nossos irmãos Evangélicos/Protestantes. A pior raça de gente que nós temos são exatamente os católicos, dentro da Igreja Católica, que insistem em se chamar de católicos e, na verdade, já perderam a fé. É como diz o Padre Joseph Ratzinger (isso mesmo, Papa Bento XVI) no seu livro o Novo Povo de Deus: nós vivemos ultimamente a Igreja dos pagãos. (...) no sentido de que nós temos um número enorme de pagãos dentro da Igreja. De gente que já não crê mais. De gente que já perdeu a fé mas insiste em achar que é cristão. É aqui que está a grande dificuldade: são esses "devotos" críticos, (...) pessoas que adotaram e abraçaram a dúvida como estilo de vida." (Pe. Paulo Ricardo - http://padrepauloricardo.org/aulas/a-verdadeira-devocao-a-virgem-maria)

Não gosto muito de teorias de conspiração. Não penso que exatamente que todo mal é praticado deliberadamente por todo mundo com um propósito maior e perverso. 
Mas, ainda assim, penso no nó que a cabeça de muita gente deve ficar vendo televisão nesses últimos tempos: Um dia, o bem é exaltado. No seguinte, o mal é ignorado. Um dia, o Papa é homenageado. No outro, a fé católica é rechaçada. 
Como disse essa semana, aproveitando as palavras de pessoas mais sábias do que eu: "Só há verdadeiro amor pelo bem se houver verdadeiro ódio pelo mal." Ninguém pode ser tudo, nem mesmo a Ana Maria Braga.

Por fim, completo com uma música que gosto muito. Sua letra, numa tradução livre, diz:
"Cuidado, pequenos olhos, com o que você vê, (...) cuidado, pequenos ouvidos, com o que você ouve."
(Slow Fade - Casting Crowns)




quinta-feira, 18 de julho de 2013